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Entendem a sedução da rua, mas já não fazem parte do universo hip-hop, e linguagens urbanas adjacentes, mais militantes e resistentes à mudança. São mundanos, apelam a um público transversal, são abertos do ponto de vista musical e vestem-se com estilo.
As clássicas calças e as t-shirts largas do hip-hop foram deixadas no armário. As calças estreitadas constituem o símbolo dessa ruptura. Já nada têm a ver com os arquétipos do rap, sejam eles o do “macho”, do “gansta” ou o do “cool”, apresentando quase sempre um ângulo próprio, sedutoramente artificial e colorido.
Com eles, as músicas urbanas, são fantasia. O modelo do rapper que canta unicamente o gueto, que só se dirige ao gueto e que defende unicamente o gueto está obsoleto. André 3000 dos OutKast e Kanye West são duas das figuras que melhor o compreenderam. Mas há muito mais.