
JG Thirlwell ia inventando enquanto progredia. Aos 14 anos tinha um fascínio pela estética de propaganda totalitarista da Segunda Guerra Mundial, propaganda comunista durante a Guerra Fria e grafia oriental; aos 16 tinha o cabelo verde, era punk, e ensinava (“ensinava”) a putos de 5 anos os rudimentos das artes plásticas.
Nasceu e cresceu na Austrália mas foi em Londres e Nova Iorque que a sua marca ganhou real forma. As capas que desenhou para os discos de Foetus, o seu projecto principal, ao longo dos anos 80, justificavam o formato 12″ como suporte para obras de arte. Primeiro a preto-e-branco, mais tarde com adição de vermelho e, por fim, amarelo. A paleta de cores era rígida e o resultado visual era independente da música. Mas tal como as capas, esta misturava diversas influências num produto novo: punk, tradição rock, jazz de big band, clássica, industrial, África, blues do pântano, etc.
Thirlwell mantém actividade mas mostramos 10 capas do seu período dourado entre 1981 e 1989, quando algum do material Foetus da década é reunido em LP duplo.